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Pegada hidrológica
Você sabe quanto de água é utilizado para se produzir um simples hambúrguer? E uma TV de LCD de 42 polegadas? Pois saiba que esse cálculo está se tornando cada vez mais importante para medir quanto da água está se utilizando no planeta. E não apenas a água "real", usada para tomar banho ou lavar roupas, mas também a água "virtual", que não é vista, mas que é utilizada em todas as etapas da produção de bens e serviços que são consumidos.

Criado pelo professor John Anthony Allan, do King’s College de Londres, ainda na década de 90, esse cálculo foi batizado de Pegada Hidrológica e está se difundindo cada vez mais. O conceito foi criado para também ser um indicador do grau de impacto que um determinado país, cidade ou até uma única pessoa produz em relação aos bens e serviços que consome.
Neste caso, o que é medido é a quantidade de água usada na produção. Esta água pode ter origem no próprio território em questão ou então de outros lugares do mundo, a chamada “água virtual”, aquela usada para produzir alimentos e que está virtualmente incorporada nos mesmos.
Desta forma, quando um país importa grãos cuja produção é ativa no uso de água, ele está também importando água em sua forma virtual. O Brasil, como grande exportador de commodities [termo utilizado para se designar mercadorias (geralmente produtos primários minerais ou agrícolas) comercializadas em larga escala no comércio mundial], encontra-se no primeiro grupo.
Em uma previsão de crescente escassez de água no planeta, as questões que dizem respeito ao comércio de água virtual deverão ser levadas em conta nas políticas nacionais que planejam o uso da água em cada país.
Levantamentos
De acordo com levantamentos do Conselho Mundial da Água (CMA), cada quilo de pão gasta 150 litros de água para ser produzido, enquanto a mesma quantidade de arroz consome 3 mil litros.

Outros exemplos da quantidade de água utilizada para a produção de um quilo:

Trigo: 1.300 litros
Milho: 900
Carne de frango: 3.900
Carne de porco: 4.800
Carne de ovelha: 6.100
Carne de gado: 16.000
Algodão: 11.000

Outros exemplos:

Um litro de leite: 1.000 litros
Uma xícara de chá: 30
Uma xícara de café: 140
Uma folha de papel: 10
Uma fatia de pão: 40
Uma maçã: 70
Uma camiseta: 2.700

Mudança de hábitos

Atualmente, tanto os comerciantes quanto seus clientes não estão conscientes do teor de água embutida nas mercadorias comercializadas e de seu valor. A melhor alternativa para mudar este comportamento é a conscientização e o conhecimento sobre tais questões, levando à mudanças de comportamento e a forma de consumo.

Por exemplo, a comparação da pegada de água de uma dieta pesada à base de carne de gado com a de um vegetariano que consome muito menos quantidade de  água por dia apresenta um grande diferencial.  Além de uma dieta pesada à base de carne de gado e outros produtos de origem animal ser ruim para a saúde de um indivíduo, também é prejudicial para o meio ambiente aquático. Um bom começo mesmo para aqueles que não vegetarianos é diminuir o consumo de carne durante a semana.

Além disso, outras ações podem contribuir para a diminuição do consumo de água, tanto real quanto virtual diariamente. Basta ficar atento e buscar sempre se evitar o desperdício e a melhor forma de se consumir e preservar este líquido tão precioso. Cada um precisa fazer a sua parte e só resta repensar os hábitos de consumo e economizar.

Fonte: Com informações do Planeta Sustentável

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